Você já sabe como é a vida de um estudante universitário?

 

Esse ser é quase um super-herói, por tantas atividades que faz no decorrer do dia. Já acorda com pressa, toma banho, se arruma, come algo ou arruma aquela tradicional bolsa térmica. Corre e pega todos os livros e coisas necessárias para passar o dia, resumindo, vai para a luta.

Provas, trabalhos e estágio são os principais atores dessa trama, um pouco de emoção, fome e sono também fazem parte. Bate-papo descontraído com os amigos e alguns programinhas no final de semana são um folego para começar a semana com um bom fluxo de estudos.

Lida com dúvidas sobre a área de atuação que quer seguir, às vezes rola um desentendimento no trabalho em grupo, mas nada como uma atividade inesperada para unir todo mundo de novo. Se sente feliz por fazer uma aula prática e se imaginar no futuro, trabalhando no que deseja. Descobre coisas novas todos os dias e se surpreende com o tanto de possibilidades que tem em mãos. 

Ser universitário não é uma tarefa fácil, por isso, decidimos trazer histórias de alunos nota 10, universitários raiz de diversos cursos. Com características próprias e boas histórias a serem contadas. Se você já é um deles com certeza vai se identificar, se não é, pode se surpreender com coisas que não sabia e até ver que tem algo em comum com alguns deles.

 

No #euuniversitário de hoje, entrevistamos o aluno Júlio César Filho, graduando do 8° semestre do curso de Direito. Júlio sempre gostou de história, filosofia, geografia e é apaixonado por literatura. Por isso pensou em fazer Direito, mas não era, até então a sua primeira opção. Com o pai militar, Júlio pensava em ser oficial do exército, médico e até professor de história.

Com família composta por militares e médicos, o direito era um novo mundo a ser descoberto. Como não tinha familiaridade com os estudos jurídicos, seu sentimento no primeiro semestre era de receio. Júlio seguiu, mesmo com receio e frio na barriga por pisar em território desconhecido, se desafiou, atuou na área cível, em estágio na Defensoria Pública onde adquiriu um grande aprendizado e ajudou muitas pessoas carentes.

Quando perguntado sobre o que mais gosta e o que menos gosta no direito, responde “O que menos gosto é a distância entre o ideal e a realidade. É desanimador estudar na faculdade um mundo que, muitas vezes, existe somente no papel. Meu sonho é poder ajudar a mudar isso. ” Já o que mais gosta é a filosofia por trás da norma, acredita que o direito é de suma importância para proteger a democracia e a dignidade do ser humano, “Penso que a lei é um instrumento poderoso e gostaria que todos a estudassem para terem uma consciência coletiva mais aguçada, compreender a norma me leva a entender melhor a sociedade onde vivo. Esse é o ponto mais divertido do curso: entender o funcionamento do Estado e as motivações por trás dessa engenharia estatal. ” Afirma.

Ser universitário para o Júlio é redescobrir diariamente a própria ignorância, com toda a carga de conhecimento diária, ele vive uma jornada constante de aperfeiçoamento. Define o universitário em uma palavra, “Aprendiz”. Como bom aprendiz e um aluno cheio de habilidades e notas boas, sabe muito de todas as áreas do seu curso e se vê um pouco indeciso quanto à área que quer atuar. Dentre muitas possibilidades, destaca a magistratura, advocacia e o Ministério Público como algumas das suas preferências.

Para além das possibilidades de atuação, também pensa em fazer especializações, Pretendo continuar estudando até o pós-doutorado. Sonho em estudar no exterior, conhecer outros universos e assim trazer reflexões pertinentes sobre a realidade jurídica brasileira.” diz César. Sua área preferida é Direito Penal, ele pretende se aprofundar nesse ramo de estudo e matérias correlatas. Uma segunda graduação em psicologia também está nos seus projetos.

Como bom aluno e universitário raiz não descarta nenhuma possibilidade. Passa o dia todo na nossa biblioteca estudando e se preparando para o futuro e depois de muito estudo, dá uma passadinha no nosso espaço compartilhar para encontrar os amigos e conversar um pouco.