História de Sucesso no UNICEPLAC – Ubiratã Fogaça Lopes

 

 

Com o sonho de ser arquiteto desde os 9 anos, o Arquiteto Urbanista, Ubiratã Fogaça Lopes, baiano, de 39 anos e pai de duas meninas, galgou 23 anos para dar início à sua graduação aqui no Centro Universitário UNICEPLAC.


Exemplo para todos aqueles que querem seguir a carreira de Arquiteto Urbanista, Ubiratã reflete uma vida de estudos e dedicação. E o UNICEPLAC tem orgulho de contar um pouco dessa história, por meio de uma entrevista, onde o Arquiteto fala sobre a escolha pelo curso, os momentos e pessoas marcantes durante a graduação e a importância do UNICEPLAC na sua formação.

 

UNICEPLAC: Como foi sua escolha pelo curso? 

Ubiratã: Na verdade, acho que eu não escolhi a Arquitetura, foi a Arquitetura que me escolheu. Aos 9 anos de idade, no sertão do oeste baiano, vi pela primeira vez o desenho de uma planta baixa humanizada e quis saber quem fazia aquele tipo de desenho. Minha mãe, que tinha pouca instrução, me explicou que era o Engenheiro/Arquiteto. Eu fiquei maravilhado e segui perguntando se esse profissional decidia até onde ficariam as cadeiras, a mesa, a cama, etc. Minha mãe respondeu que sim, que esse profissional decidia em projeto onde ficariam todas as coisas. Eu, não satisfeito, via minha fascinação crescer mais e mais, então voltei a indagar: Mas mãe, e se o dono da casa resolver mudar a mesa de lugar? Ela, com a “paciência típica de uma mulher que cuida sozinha de 5 filhos” me explicou com poucas e enérgicas palavras que a sala ficaria ruim, pois o profissional havia pensado tudo nos mínimos detalhes. Nesse momento, decidi que um dia eu seria esse ser com dotes criativos.


UNICEPLAC: O que influenciou sua decisão na hora de escolher o UNICEPLAC?

Ubiratã: Inicialmente o fator que me fez olhar de perto para a então FACIPLAC foi a localização, tendo em vista que eu morava nas proximidades do Gama e isso facilitaria a minha logística. Logo adiante, tomei conhecimento acerca da filosofia que embasou a criação do curso de Arquitetura e Urbanismo no UNICEPLAC e passei a ler sobre a história do seu fundador, o nosso saudoso Gladson da Rocha, quem eu não tive a honra de conhecer pessoalmente, mas seu legado e ensinamentos tento manter como farol norteador da forma como penso arquitetura.



UNICEPLAC: Qual foi a sua matéria preferida? Durante o curso, você já tinha escolhido a sua área de atuação (especialidade)?

Ubiratã: Dentro do estudo da Arquitetura não pode existir matérias ou assuntos prediletos. Acredito que o conhecimento do Arquiteto Urbanista não pode ser fatiado ou loteado e entendo que fazer Arquitetura é a arte de projetar sonhos, recortar o espaço para abrigar o amago da natureza humana. Projetar os próprios sonhos é fácil, mas para projetar os sonhos alheios é necessário um vasto e profundo conhecimento nos mais diversos assuntos. A especialidade que escolhi seguir foi a mais simples possível, escolhi fazer Arquitetura de fato, me dedicar a pensar o espaço como disciplinador da formação humana. Mas pretendo, logo em breve, seguir de bom grado a influência positiva que tive da minha guru, a Professora Fran, e estudar mais à fundo o ramo da Arquitetura que mais de perto influencia a formação social, a Lógica Social do Espaço Doméstico na Habitação Social.


UNICEPLAC:
 Quais momentos da graduação te trouxeram mais felicidade?

Ubiratã: Os momentos de maior alegria na verdade se fundem com o término dos momentos de maior esforço. É quase impossível enumera-los por risco de ser relapso com algum, mas talvez o momento mais marcante foi o dia da primeira aula. Esse foi o momento, em que um sonho protelado por 23 anos, se tornava concreto, surgiu um misto de ansiedade, alegria e medo do desconhecido, aquele frio na barriga de quem descobre um mundo inteiramente novo, que na verdade nunca chegou a acreditar que alcançaria. É assustador quando nos damos conta de que a realização do sonho de sua vida agora só depende de você.

 

UNICEPLAC: Quais amigos e/ou professores marcaram a sua graduação?

Ubiratã: Durante a formação, colecionamos amigos e parceiros que nos acompanharão por toda vida pessoal e profissional e todos são igualmente marcantes, mas sempre existem aqueles que estão no mínimo um degrau acima do resto da humanidade e dentre esses tive professores que foram um divisor de águas. A Professora Fran, por exemplo, me mostrou caminhos que me levaram a novas perspectivas de pensamento arquitetônico, esta tenho hoje a honra de chamar de minha guru. Não poderia também deixar de citar com destaque meu amigo e orientador de TCC, Professor Raul Chagas, meu professor que virou amigo, Professor Alexandre Sá, meu mestre em madeira e em lições de vida, Professor Jorge Hélio, o mago Professor Luiz Otávio e o lendário Professor Teobaldo. E como não poderia falar do cinéfilo Professor Marcelo Montiel. Enfim, eu não tive professores, tive e tenho magos precursores do caminho do saber, mas não de qualquer saber, sim do saber ir além. E serei eternamente grato a cada um deles, pois me coloquei sobre seus ombros, sabendo que estes se apoiavam sobre ombros de gigantes para assim ver um futuro inimaginável pela maioria.

 

UNICEPLAC: Como foi a construção da sua carreira na graduação? 

Ubiratã: Acredito que a construção da carreira começa no momento em que se decide o curso, pois começa aí o olhar diferenciado acerca de todos os assuntos correlatos. No caso da Arquitetura, devido a amplitude do leque de conhecimentos exigidos, o estudante inicia uma nova leitura do mundo à sua volta, e durante o curso, ele adquire ferramentas para interpretar essa leitura. A evolução dessa interpretação é o que vejo como carreira. 

 

UNICEPLAC: Como o UNICEPLAC contribuiu para que você se tornasse o profissional que é hoje? 

Ubiratã: Fico muito feliz da nossa instituição ter alcançado o título de Centro Universitário, o que de fato me deixa bem orgulhoso. Aqui percebi, durante o curso, uma coisa que não se vê com frequência, a proximidade dos professores com os alunos. Esse acesso direto e informal facilitou a absorção de um maior número de conhecimentos, pois nem tudo se absorve dos livros. As vezes se faz necessário que alguém, que já tenha trilhado o caminho, nos fale um pouco sobre os pormenores, nos alerte acerca dos abrolhos e oriente nas encruzilhadas. Essas orientações informais, descontraídas e, por muitas vezes em forma de anedotas engraçadas com copos de café na mão, me deram ensinamentos que vão muito além dos planos de aula elaborados ou de laboratórios equipados.