Entenda como a detecção precoce do câncer é determinante para o tratamento da doença

 

Dia Mundial do Câncer reforça, há 20 anos, a importância de conscientizar e educar a população sobre as neoplasias

 

No ano passado, o Observatório de Oncologia informou, durante o Fórum Big Data em Oncologia, um aumento no registro de câncer na população entre 20 e 49 anos, de 1997 a 2016. Os casos que mais agravaram neste período foram os voltados à tireoide, próstata e de cólon e reto. O aumento foi de 8,8%, 5,2% e 3,4% respectivamente.

Desde 2000, é celebrado o Dia Mundial do Câncer, iniciativa cujo objetivo é aumentar a conscientização e educação acerca da doença para diminuir as mortes anuais causadas pelas neoplasias. A data foi organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o Ministério da Saúde, a detecção precoce é uma grande aliada como uma forma de identificar – e curar – o câncer no seu estágio inicial. Desta forma, a estratégia possibilita a redução da doença em seu formato menos agressivo e potencializa os tratamentos terapêuticos.

“O diagnóstico precoce é um fator determinante para o tratamento do câncer, podendo inclusive ter a melhor proposta de tratamento com cura. É importante que tenhamos em mente que o fator de sucesso na prevenção do câncer é a educação e o estímulo ao exame rotineiro”, informa Flavio José Moura, coordenador do curso de Medicina do Centro Universitário Uniceplac, localizado no Gama (DF).

Há o registro de mais de 100 tipos de câncer e, cada um, apresenta características específicas relacionadas a seu surgimento e desenvolvimento. Por conta da variedade em que pode aparecer, é importante estar atento aos sinais do corpo humano.

“Manifestações clínicas podem ocorrer nas mais diversas apresentações, mas a perda de peso sem estabelecimento prévio de dieta ou atividade física deve ser considerada, assim como a perda de apetite, alteração do trânsito intestinal, perda de sangue por via genital nos casos de menopausa, dificuldade para urinar e palidez cutâneo-mucosa”, complementa Moura.

Nesse contexto, manter o check up em dia é fundamental para monitorar a saúde. Além disso, estar ciente do histórico familiar para doenças – não apenas para câncer – é um suporte clínico na hora de investigar possíveis problemas que possuem chances mais altas de surgir a longo prazo.

“Familiares com câncer de mama, gástrico, cólon, retosigmóide e próstata nos direcionam para métodos e exames precoces visando um diagnóstico precoce com intervenções que visam ao direcionamento para o melhor tratamento. Vale ressaltar que para determinados tumores temos os marcadores tumorais que são solicitados de rotina que quando elevados podem ser um direcionador para o diagnóstico”, complementa o profissional.

Dicas preventivas – Além dos exames rotineiros, é possível adotar medidas no dia a dia que são capazes de prevenir o surgimento do câncer e/ou auxiliar no tratamento da doença.

Recomenda-se, para as mulheres, a realização da mamografia a partir dos 40 anos. Para as que possuem mais riscos, como casos familiares, o acompanhamento pode começar mais cedo. Também é necessário fazer, anualmente, o Papanicolau - exame do colo do útero.

“Atividades físicas regulares com pelo menos 150 minutos por semana, manutenção de um peso ideal associado a uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal (frutas, legumes, verduras, cereais e leguminosas) e pobre em alimentos ultraprocessados são fatores de sucesso para prevenção; assim como, para evitar o retorno da doença em casos de tratamento”, informa o coordenador.